Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”
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segunda-feira, 3 de maio de 2010

José de Almada Negreiros

José Sobral de Almeida Negreiros (1893-1970), artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo, foi uma figura que destacou durante o período da 1ª República. Vejamos alguns exemplos da sua pintura:

Auto-retrato


Auto-retrato de um grupo


Retrato de Fernando Pessoa



Gare Marítima de Alcântara



Amadeo de Souza-Cardoso

Foto do pintor
Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian



Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) pode considerar um dos melhores pintores portugueses de sempre. Vamos ver alguns exemplos:

Cabeça, 1913, óleo sobre tela, 61x50 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian

Cozinha da Casa de Manhouce, 1913, óleo sobre madeira, 29,2x49,6 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian


Menina dos Cravos, 1913, óleo sobre madeira, 40x26 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian



Sem título, 1917, óleo sobre tela, 86x66 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian





Arte em Portugal: 1910 - 1918




Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso, Barcos, c. 1913, óleo sobre tela, 30,2 x 40,6 cm

Centro de Arte Moderna / Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal


"Na segunda década do [...] século, a arte portuguesa entrou subitamente em consonância com os movimentos vanguardistas europeus. A Exposição Livre (1911), os salões dos humoristas (desde 1912), a presença dos Delaunay em Portugal (1915-1917), as revistas Orpheu (1915) e Portugal Futurista (1917), a vinda dos bailados de Diaghilev (1917) e a experiência dos bailados portugueses (1918) são alguns dos acontecimentos que marcaram a acção dos modernistas num ambiente cultural dominado pelo gosto naturalista. De toda essa época ficaria apenas uma lenda, se não fosse a existência da obra de Amadeo de Souza-Cardoso, apresentada em 1916 no Porto e em Lisboa. Almada Negreiros, Eduardo Viana e Santa-Rita foram os seus companheiros. Impressionismo, futurismo, cubismo, orfismo, abstraccionismo, "purismo", expressionismo e protodadaísmo constituem os diversos aspectos das obras realizadas.

Rui Mário Gonçalves, 1910-1918. Humorismo. Futurismo. A ânsia de originalidade,

in: História da Arte em Portugal, vol. 12, p. 49, Publicações Alfa, 1986