Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Viajar: À descoberta de Portugal no tempo da I República


Enquanto não podes realizar a viagem ao local, podes fazer a viagem virtual aqui.

sábado, 17 de julho de 2010

Letras e Cores, Ideias e Autores da República - Exposição


“Letras e Cores, Ideias e Autores da República” é uma exposição cuja iniciativa pertence à Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas e à CNCCR. Encontra-se patente ao público desde ontem, dia 16 de Julho, em Lisboa, no Museu do Traje.

“A partir de textos de autores que marcaram decisivamente a cultura humanístico-literária em Portugal no final do século XIX e início do século XX, a DGLB convidou dez ilustradores a tratar plasticamente dez temas representativos do contexto social, político, cívico e cultural da época: Ultimatum, Monarquia, 5 de Outubro, Igreja, Educação, Mulheres, Modernismo, Grande Guerra, Chiado e Revistas. O resultado mostra de que forma literatura e arte, passado e presente, se podem cruzar de forma coerente e harmoniosa, dando corpo a um percurso fulcral da história portuguesa contemporânea: o triunfo da ideia republicana de cidadania, a instauração do regime, a participação de Portugal na I Grande Guerra e a vida política, social, cultural e artística deste período.”

in http://www.centenariorepublica.pt

quinta-feira, 1 de julho de 2010


José Relvas


Quem foi?
José Relvas nasceu a 5 de Março de 1858, na Golegã e faleceu a 31 de Outubro de 1929, na casa dos Patudos, em Alpiarça. A Assembleia da República prestou-lhe homenagem em 2008. Era filho de Carlos Relvas e de D. Margarida Amália de Azevedo Relvas.
Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, a qual só frequentou até ao segundo ano. Ao abandonar o seu curso anterior foi para o Curso Superior de Letras que concluiu em 1880.
Mais tarde (por volta de 1930), José Relvas juntou-se ao Partido Republicano por causa da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei D. Carlos e do ministro João Franco.
A 5 de Outubro de 1910, foi escolhido para proclamar a República, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Escolheram-no porque era um membro do directório, e um dos dirigentes “mais antigos” do Partido Republicano Português
Foi Ministro das Finanças do governo provisório de 12 de Outubro de 1910 a 1911, sendo ele o responsável pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.
Depois exerceu o cargo de Embaixador de Portugal, substituindo o Sr. Dr. Augusto Vasconcelos, em Espanha entre 1911 e 1914. Regressou a Portugal a fim de assumir o seu lugar no Senado que acabou por resignar em 1915.
José Relvas, nos anos seguintes, esteve muito afastado da actividade política dedicando-se aos seus negócios, até ter sido nomeado primeiro-ministro, a 27 de Janeiro de 1919, tendo exercido aquele cargo até 30 de Março do mesmo ano.



As suas obras:
Escreveu…
• Conferência sobre questões económicas – feita no Centro Comercial do Porto em 1910, publicada e impressa na tipografia Bayard.
• Memórias políticas (2 volumes), Terra Livre, entre 1977 e 1978.
• Cartas de José Relvas a António Macieira, Câmara Municipal de Alpiarça, em 1981.
• O Direito Feudal – tese que José Relvas apresentou na prova final do curso.
• As Constituintes de 1911 e os seus deputados.




Bibliografia:
• http://1.bp.blogspot.com/_csva7PFVgLg/SH_iSdFu7WI/AAAAAAAABbo/BT1xj7ku9-0/s400/Jose_Relvas4.JPG
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Mascarenhas_Relvas
• http://4.bp.blogspot.com/_dMk5Rmt0EyI/S5VKeMw8v9I/AAAAAAAAGY0/pXeIRvcnpBA/s320/JOS%C3%89+RELVAS1.jpg


Trabalho realizado por : Mafalda Gonçalves Nº 17 6ºD

Afonso Augusto da Costa


Afonso Augusto da Costa


Licenciou-se ( em 1894) e doutorou-se ( em 1895) em Direito na Universidade de Coimbra, com um trabalho sobre o tema: “A Igreja e a Questão Social”.
Foi um advogado de grande prestígio e um dos juristas mais respeitados do seu tempo devido ao rigor da argumentação e fundamentação das suas teses.
Foi professor na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Estudos Sociais e de
Direito de Lisboa- que fundou (1913) e de que foi o primeiro director- e no Instituto Superior de Comércio (1915).
Republicano desde jovem, publicou em 1890, com António José de Almeida, o jornal anti-monárquico “Ultimatum” e esteve implicado nas revoltas de 31 de Janeiro de 1891 e de 28 de Janeiro 1908, tendo sido preso. Ainda durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Republicano (em 1899, 1906-1907, 1908 e 1910), notabilizando-se pela violência dos seus discursos contra o regime monárquico e desempenhando assim um importante papel na agitação política que antecedeu a sua queda.





Afonso Costa (1871- 1937)


Para saberes mais sobre esta personalidade da 1ª República consulta:
http://centenariodarepublica-biografias.blogs.sapo.pt/919.html


Ana Mafalda Borralho Nº3 6ºG
Isabel Ferreira Freitas Nº11 6ºG

Manuel de Arriaga

Manuel José de Arriaga




Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue nasceu no centro da cidade da Horta, na ilha do Faial, a 8 de Julho de 1840 e faleceu em Lisboa, a 5 de Março de 1917. Mais conhecido por Manuel de Arriaga, foi um advogado, professor, escritor e político de origem açoriana. A família, com pretensões aristocráticas, tinha as suas origens no flamengo Joss van Aard, um dos povoadores iniciais da ilha. Um homem muito dedicado a igreja e membro destacado da geração doutrinária do republicanismo português, foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português.
Formou-se no ano de 1865 e no ano seguinte abriu escritório de advogado em Lisboa, cidade onde se fixou. Em 1866 Tentou então ingressar na docência do ensino superior mas sem êxito. Não tendo conseguido rapidamente se notabilizou como advogado.
Casou em Valença com Lucrécia Augusta Brito de Berredo Furtado de Melo, filha do general Roque Francisco Furtado de Melo, natural da ilha do Pico. Deste casamento nasceram quatro filhas e dois filhos.
Em 1878 concorreu para o lugar de professor de História Universal e Pátria do Curso Superior de Letras, mas voltou a ser preterido. Acabaria por conseguir um lugar de professor de inglês do Liceu de Lisboa, cargo que manteria por largos anos. Nesse mesmo ano de 1878, concorreu pela primeira vez a um lugar de deputado nas Cortes, integrando a lista republicana candidata a um dos círculos eleitorais da cidade de Lisboa. Apesar da forte campanha que conduziu, foi largamente derrotado, obtendo apenas 456 votos, contra os 1086 sufrágios do vencedor. Em 26 de Novembro de 1882, numas eleições suplementares, foi finalmente eleito deputado republicano pelo círculo da Madeira.
Após a implantação da República Portuguesa, a 17 de Outubro de 1910 foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra, tendo como vice-reitor Sidónio Pais, outro vulto do republicanismo português. A nomeação foi feita por António José de Almeida, que perante a necessidade de restabelecer a ordem na Universidade, onde estudantes republicanos entraram nas instalações do Senado e praticaram actos de vandalismo, o convidou para reitor e lhe foi dar posse a 17 de Outubro de 1910, em cerimónia sem aparato académico, mas que bastou para serenar os ânimos estudantis. Pouco depois, a 17 de Novembro de 1910, foi nomeado Procurador-Geral da República.
A 24 de Agosto de 1911 tornou-se no primeiro presidente eleito da República Portuguesa, sucedendo na chefia do Estado ao Governo Provisório presidido por Teófilo Braga. Exerceu aquelas funções até 26 de Maio de 1915, data em que foi obrigado a demitir-se, sendo substituído no cargo pelo mesmo Teófilo Braga, que como substituto completou o tempo restante do mandato.
Se não há dúvida que Manuel de Arriaga foi uma das figuras mais prestigiadas do republicanismo na oposição à Monarquia Constitucional Portuguesa, menos consensual foi a sua acção política como Presidente da República, especialmente nos últimos meses do mandato. Embora amargurado e sentindo-se incompreendido e injustiçado pelos vitupérios de que era vítima por parte dos seus próprios correligionários republicanos, publicou, em 1916, um livro intitulado Na Primeira Presidência da República Portuguesa, um verdadeiro testamento da sua acção política.

Vasco Prazeres, 6ºD Nº29

Teófilo Braga

Teófilo Braga




Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada, a 24 de Fevereiro de 1843. Foi um político, escritor e ensaísta português. Estreou-se na literatura em 1859 com “Folhas Verdes”. Era licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.
É um membro activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorre a deputado pelos republicanos federalistas. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português. A 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Ribeiro e José Relvas.
A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório.
Teófilo Braga foi eleito Presidente pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.


Joana Mateus 6ºD nº: 15

Machado Santos

Machado Santos


António Maria de Azevedo Machado Santos (nasceu em Lisboa, 10 de Janeiro de 1875, faleceu em Lisboa, 19 de Outubro de 1921) foi um político e militar, a quem se atribui a fundação da República Portuguesa. Exerceu um papel fundamental de coordenação operacional na revolução de 5 de Outubro de 1910. Foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte de 1911 e foi dos primeiros a manifestar-se por causa do andamento da República, pois os republicanos não cumpriam com o acordado. Machado Santos foi assassinado em 1921 pela Noite Sangrenta, vítima das forças revolucionárias que ele próprio criou.

João Alves, nº16, 6ºD