Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

quinta-feira, 1 de julho de 2010


José Relvas


Quem foi?
José Relvas nasceu a 5 de Março de 1858, na Golegã e faleceu a 31 de Outubro de 1929, na casa dos Patudos, em Alpiarça. A Assembleia da República prestou-lhe homenagem em 2008. Era filho de Carlos Relvas e de D. Margarida Amália de Azevedo Relvas.
Matriculou-se na Universidade de Coimbra na faculdade de Direito, a qual só frequentou até ao segundo ano. Ao abandonar o seu curso anterior foi para o Curso Superior de Letras que concluiu em 1880.
Mais tarde (por volta de 1930), José Relvas juntou-se ao Partido Republicano por causa da crise política provocada pela chamada ao poder, por parte do rei D. Carlos e do ministro João Franco.
A 5 de Outubro de 1910, foi escolhido para proclamar a República, da varanda da Câmara Municipal de Lisboa. Escolheram-no porque era um membro do directório, e um dos dirigentes “mais antigos” do Partido Republicano Português
Foi Ministro das Finanças do governo provisório de 12 de Outubro de 1910 a 1911, sendo ele o responsável pela introdução da reforma monetária que criou o escudo.
Depois exerceu o cargo de Embaixador de Portugal, substituindo o Sr. Dr. Augusto Vasconcelos, em Espanha entre 1911 e 1914. Regressou a Portugal a fim de assumir o seu lugar no Senado que acabou por resignar em 1915.
José Relvas, nos anos seguintes, esteve muito afastado da actividade política dedicando-se aos seus negócios, até ter sido nomeado primeiro-ministro, a 27 de Janeiro de 1919, tendo exercido aquele cargo até 30 de Março do mesmo ano.



As suas obras:
Escreveu…
• Conferência sobre questões económicas – feita no Centro Comercial do Porto em 1910, publicada e impressa na tipografia Bayard.
• Memórias políticas (2 volumes), Terra Livre, entre 1977 e 1978.
• Cartas de José Relvas a António Macieira, Câmara Municipal de Alpiarça, em 1981.
• O Direito Feudal – tese que José Relvas apresentou na prova final do curso.
• As Constituintes de 1911 e os seus deputados.




Bibliografia:
• http://1.bp.blogspot.com/_csva7PFVgLg/SH_iSdFu7WI/AAAAAAAABbo/BT1xj7ku9-0/s400/Jose_Relvas4.JPG
• http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Mascarenhas_Relvas
• http://4.bp.blogspot.com/_dMk5Rmt0EyI/S5VKeMw8v9I/AAAAAAAAGY0/pXeIRvcnpBA/s320/JOS%C3%89+RELVAS1.jpg


Trabalho realizado por : Mafalda Gonçalves Nº 17 6ºD

Afonso Augusto da Costa


Afonso Augusto da Costa


Licenciou-se ( em 1894) e doutorou-se ( em 1895) em Direito na Universidade de Coimbra, com um trabalho sobre o tema: “A Igreja e a Questão Social”.
Foi um advogado de grande prestígio e um dos juristas mais respeitados do seu tempo devido ao rigor da argumentação e fundamentação das suas teses.
Foi professor na Universidade de Coimbra, na Faculdade de Estudos Sociais e de
Direito de Lisboa- que fundou (1913) e de que foi o primeiro director- e no Instituto Superior de Comércio (1915).
Republicano desde jovem, publicou em 1890, com António José de Almeida, o jornal anti-monárquico “Ultimatum” e esteve implicado nas revoltas de 31 de Janeiro de 1891 e de 28 de Janeiro 1908, tendo sido preso. Ainda durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Republicano (em 1899, 1906-1907, 1908 e 1910), notabilizando-se pela violência dos seus discursos contra o regime monárquico e desempenhando assim um importante papel na agitação política que antecedeu a sua queda.





Afonso Costa (1871- 1937)


Para saberes mais sobre esta personalidade da 1ª República consulta:
http://centenariodarepublica-biografias.blogs.sapo.pt/919.html


Ana Mafalda Borralho Nº3 6ºG
Isabel Ferreira Freitas Nº11 6ºG

Manuel de Arriaga

Manuel José de Arriaga




Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue nasceu no centro da cidade da Horta, na ilha do Faial, a 8 de Julho de 1840 e faleceu em Lisboa, a 5 de Março de 1917. Mais conhecido por Manuel de Arriaga, foi um advogado, professor, escritor e político de origem açoriana. A família, com pretensões aristocráticas, tinha as suas origens no flamengo Joss van Aard, um dos povoadores iniciais da ilha. Um homem muito dedicado a igreja e membro destacado da geração doutrinária do republicanismo português, foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português.
Formou-se no ano de 1865 e no ano seguinte abriu escritório de advogado em Lisboa, cidade onde se fixou. Em 1866 Tentou então ingressar na docência do ensino superior mas sem êxito. Não tendo conseguido rapidamente se notabilizou como advogado.
Casou em Valença com Lucrécia Augusta Brito de Berredo Furtado de Melo, filha do general Roque Francisco Furtado de Melo, natural da ilha do Pico. Deste casamento nasceram quatro filhas e dois filhos.
Em 1878 concorreu para o lugar de professor de História Universal e Pátria do Curso Superior de Letras, mas voltou a ser preterido. Acabaria por conseguir um lugar de professor de inglês do Liceu de Lisboa, cargo que manteria por largos anos. Nesse mesmo ano de 1878, concorreu pela primeira vez a um lugar de deputado nas Cortes, integrando a lista republicana candidata a um dos círculos eleitorais da cidade de Lisboa. Apesar da forte campanha que conduziu, foi largamente derrotado, obtendo apenas 456 votos, contra os 1086 sufrágios do vencedor. Em 26 de Novembro de 1882, numas eleições suplementares, foi finalmente eleito deputado republicano pelo círculo da Madeira.
Após a implantação da República Portuguesa, a 17 de Outubro de 1910 foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra, tendo como vice-reitor Sidónio Pais, outro vulto do republicanismo português. A nomeação foi feita por António José de Almeida, que perante a necessidade de restabelecer a ordem na Universidade, onde estudantes republicanos entraram nas instalações do Senado e praticaram actos de vandalismo, o convidou para reitor e lhe foi dar posse a 17 de Outubro de 1910, em cerimónia sem aparato académico, mas que bastou para serenar os ânimos estudantis. Pouco depois, a 17 de Novembro de 1910, foi nomeado Procurador-Geral da República.
A 24 de Agosto de 1911 tornou-se no primeiro presidente eleito da República Portuguesa, sucedendo na chefia do Estado ao Governo Provisório presidido por Teófilo Braga. Exerceu aquelas funções até 26 de Maio de 1915, data em que foi obrigado a demitir-se, sendo substituído no cargo pelo mesmo Teófilo Braga, que como substituto completou o tempo restante do mandato.
Se não há dúvida que Manuel de Arriaga foi uma das figuras mais prestigiadas do republicanismo na oposição à Monarquia Constitucional Portuguesa, menos consensual foi a sua acção política como Presidente da República, especialmente nos últimos meses do mandato. Embora amargurado e sentindo-se incompreendido e injustiçado pelos vitupérios de que era vítima por parte dos seus próprios correligionários republicanos, publicou, em 1916, um livro intitulado Na Primeira Presidência da República Portuguesa, um verdadeiro testamento da sua acção política.

Vasco Prazeres, 6ºD Nº29

Teófilo Braga

Teófilo Braga




Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada, a 24 de Fevereiro de 1843. Foi um político, escritor e ensaísta português. Estreou-se na literatura em 1859 com “Folhas Verdes”. Era licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.
É um membro activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorre a deputado pelos republicanos federalistas. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português. A 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Ribeiro e José Relvas.
A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório.
Teófilo Braga foi eleito Presidente pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.


Joana Mateus 6ºD nº: 15

Machado Santos

Machado Santos


António Maria de Azevedo Machado Santos (nasceu em Lisboa, 10 de Janeiro de 1875, faleceu em Lisboa, 19 de Outubro de 1921) foi um político e militar, a quem se atribui a fundação da República Portuguesa. Exerceu um papel fundamental de coordenação operacional na revolução de 5 de Outubro de 1910. Foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte de 1911 e foi dos primeiros a manifestar-se por causa do andamento da República, pois os republicanos não cumpriam com o acordado. Machado Santos foi assassinado em 1921 pela Noite Sangrenta, vítima das forças revolucionárias que ele próprio criou.

João Alves, nº16, 6ºD

José Relvas

Biografia de José Relvas




Nome: José de Mascarenhas Relvas


Nascimento: Golegã, 5 de Março de 1858

Morte: Alpiarça, 31 de Outubro de 1929











José Relvas nasceu na Golegã em 1858 e faleceu em Alpiarça em 1929. Foi um dos mais destacados líderes do Partido Republicano (PRP), tendo desempenhado os seguintes e elevados cargos na República: deputado constituinte e senador, Ministro, embaixador em Madrid, chefe de Governo.
José Relvas herdou do pai, Carlos Relvas, não só os talentos artísticos e uma educação de elite, como também um vasto conjunto de propriedades agrícolas na Lezíria, localizadas na Golegã e em Alpiarça, tendo-se tornado num dos mais abastados agricultores da região, uma voz respeitada na defesa dos interesses da viticultura ribatejana e um crítico escutado das políticas agrícolas.
A adesão de José Relvas ao republicanismo produziu-se em consequência não de uma escolha ideológica mas de uma reacção política, suscitada por uma intervenção do governo de João Franco que restaura o regime de privilégio do vinho do Porto. A defesa dos vinhos do Douro suscitou larga controvérsia e a crítica de muitos agricultores de outras regiões do país, designadamente do Ribatejo. Alpiarça foi uma das sedes de protesto e Relvas uma das suas cabeças mais destacadas.

José Relvas não só aderiu ao PRP, como também se empenhou na revolução republicana ao:
- Presidiu à 1ª sessão do Congresso do Partido Republicano de Abril de 1908, realizado em Coimbra, tendo perdido;
- Ganhou o Congresso do PRP de 1909, realizado em Setúbal;
- Em Junho e Julho de 1910, formou, com Magalhães Lima, Grão-Mestre da Maçonaria, uma missão encarregada de se encontrar com personalidades influentes da política francesa e inglesa, tendo por objectivo criar uma opinião internacional favorável às intenções do PRP e do regime que se pretendia instaurar em Portugal;
- Participa nas importantes operações do 3 a 5 de Outubro de 1910, ligado ao quartel general do jornal A Lucta, por onde passou o comando político da revolução, após as mortes dos respectivos chefes civil e militar, Miguel Bombarda e Cândido dos Reis. Foi precisamente a José Relvas que anunciou a queda da monarquia e a constituição de um Governo Provisório, da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.
- A 11 de Outubro de 1910, Relvas é nomeado para o Governo, como Ministro das Finanças. Neste campo, a sua acção seria dominada pelo princípio da contenção da despesa pública. Teve uma importante acção na estabilização do mercado financeiro e foi o autor da reforma monetária que fez circular o escudo até à recente adopção do euro.
- Desempenhou as funções de embaixador em Madrid, entre Novembro de 1911 e princípios de 1914.
- Em 1914 regressou a Portugal e ocupou o seu lugar de Senador por Viseu, funções que lhe cabiam desde a transformação da Assembleia Constituinte em Congresso; porém, considerando não existirem condições para exercer o seu mandato, afastou-se da política activa.
em Janeiro de 1919, José Relvas foi de novo chamado a funções governativas, depois da queda do governo sidonista (Sidónio Pais tinha sido morto em Dezembro do ano anterior). Desta vez, o Presidente encarregou-o de formar Governo.
- O ano de 1919 foi devastador para Relvas no plano pessoal, com o suicídio de seu filho, Carlos. A partir de então, aplicou a sua energia no desenvolvimento das empresas (produção, transporte e comercialização de produtos agrícolas, designadamente vinhos) e na organização de uma vasta colecção de objectos de arte.


Bibliografia:
Serra, João (2006); José Relvas e a República (Notas para uma biografia política); Consultado online [www.cidadeimaginaria.org/bib/BiogpolitRelvas.doc};
http://www.primeirarepublica.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=211:relvas-jose-mascarenhas-1858-1929&Itemid=14
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Mascarenhas_Relvas



Trabalho realizado por: Ricardo Zêzere 6ºD
Afonso (Augusto da) COSTA
Seia, 06-03-1871; Paris, 11-05-1937

Às vezes, há figuras que ficam na História, mas que por não ocuparem o primeiro plano, acabam por não ser suficientemente divulgadas. É o caso de Afonso Costa e do seu papel na 1ª República. Assim, pareceu-me interessante dá-lo a conhecer melhor.
Afonso Costa licenciou-se (1894) e doutorou-se (1895) em Direito na Universidade de Coimbra. Acabou por ser um advogado muito prestigiado e um dos juristas mais respeitados do seu tempo. Foi professor na Universidade de Coimbra, na Escola Politécnica de Lisboa, na Faculdade de Estudos Sociais e de Direito de Lisboa e no Instituto Superior de Comércio (1915).
Orador de fibra e homem de convicções, desde cedo se impôs na vida política. Tinha uma paixão desmesurada pelo republicanismo, influenciado pelos ideais maçónicos e anti-clericais. Publicou (1890), com António José de Almeida, o jornal anti-monárquico Ultimatum e esteve implicado nas revoltas de 31 de Janeiro de 1891 e de 28 de Janeiro de 1908, tendo então sido preso. Ainda durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Republicano. Era conhecido pela violência dos seus discursos contra o regime monárquico e, por isso, teve um papel importante na agitação política que precedeu a sua queda.
Proclamada a República (5 de Outubro de 1910), foi parlamentar e assumiu funções governativas como Ministro da Justiça (1910-11), Ministro das Finanças (1913-14 e 1915-17) e Presidente do Ministério (1913-14, 1915-16 e 1917). Deu um grande contributo para a Constituição Republicana (1911) e é responsável por iniciativas políticas que levaram à elaboração de leis muito importantes. Deve-se-lhe também a elaboração do primeiro Orçamento de Estado.
Foi o principal instigador da revolta contra a ditadura de Pimenta de Castro (1915) e esteve preso durante três meses, acabando por se exilar em Paris (1918). Retomada a normalidade democrática no país, foi sucessivas vezes instado a constituir ministério ou a aceitar a pasta das finanças mas recusou sempre. No seguimento da revolução de 1926 (28 de Maio) que, depois de um período de ditadura militar, lançou as bases do Estado Novo, foi exonerado de todos os cargos oficiais que ocupava.


Inês 6º D