Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Machado Santos

Machado Santos


António Maria de Azevedo Machado Santos (nasceu em Lisboa, 10 de Janeiro de 1875, faleceu em Lisboa, 19 de Outubro de 1921) foi um político e militar, a quem se atribui a fundação da República Portuguesa. Exerceu um papel fundamental de coordenação operacional na revolução de 5 de Outubro de 1910. Foi eleito deputado para a Assembleia Constituinte de 1911 e foi dos primeiros a manifestar-se por causa do andamento da República, pois os republicanos não cumpriam com o acordado. Machado Santos foi assassinado em 1921 pela Noite Sangrenta, vítima das forças revolucionárias que ele próprio criou.

João Alves, nº16, 6ºD

José Relvas

Biografia de José Relvas




Nome: José de Mascarenhas Relvas


Nascimento: Golegã, 5 de Março de 1858

Morte: Alpiarça, 31 de Outubro de 1929











José Relvas nasceu na Golegã em 1858 e faleceu em Alpiarça em 1929. Foi um dos mais destacados líderes do Partido Republicano (PRP), tendo desempenhado os seguintes e elevados cargos na República: deputado constituinte e senador, Ministro, embaixador em Madrid, chefe de Governo.
José Relvas herdou do pai, Carlos Relvas, não só os talentos artísticos e uma educação de elite, como também um vasto conjunto de propriedades agrícolas na Lezíria, localizadas na Golegã e em Alpiarça, tendo-se tornado num dos mais abastados agricultores da região, uma voz respeitada na defesa dos interesses da viticultura ribatejana e um crítico escutado das políticas agrícolas.
A adesão de José Relvas ao republicanismo produziu-se em consequência não de uma escolha ideológica mas de uma reacção política, suscitada por uma intervenção do governo de João Franco que restaura o regime de privilégio do vinho do Porto. A defesa dos vinhos do Douro suscitou larga controvérsia e a crítica de muitos agricultores de outras regiões do país, designadamente do Ribatejo. Alpiarça foi uma das sedes de protesto e Relvas uma das suas cabeças mais destacadas.

José Relvas não só aderiu ao PRP, como também se empenhou na revolução republicana ao:
- Presidiu à 1ª sessão do Congresso do Partido Republicano de Abril de 1908, realizado em Coimbra, tendo perdido;
- Ganhou o Congresso do PRP de 1909, realizado em Setúbal;
- Em Junho e Julho de 1910, formou, com Magalhães Lima, Grão-Mestre da Maçonaria, uma missão encarregada de se encontrar com personalidades influentes da política francesa e inglesa, tendo por objectivo criar uma opinião internacional favorável às intenções do PRP e do regime que se pretendia instaurar em Portugal;
- Participa nas importantes operações do 3 a 5 de Outubro de 1910, ligado ao quartel general do jornal A Lucta, por onde passou o comando político da revolução, após as mortes dos respectivos chefes civil e militar, Miguel Bombarda e Cândido dos Reis. Foi precisamente a José Relvas que anunciou a queda da monarquia e a constituição de um Governo Provisório, da varanda dos Paços do Concelho de Lisboa.
- A 11 de Outubro de 1910, Relvas é nomeado para o Governo, como Ministro das Finanças. Neste campo, a sua acção seria dominada pelo princípio da contenção da despesa pública. Teve uma importante acção na estabilização do mercado financeiro e foi o autor da reforma monetária que fez circular o escudo até à recente adopção do euro.
- Desempenhou as funções de embaixador em Madrid, entre Novembro de 1911 e princípios de 1914.
- Em 1914 regressou a Portugal e ocupou o seu lugar de Senador por Viseu, funções que lhe cabiam desde a transformação da Assembleia Constituinte em Congresso; porém, considerando não existirem condições para exercer o seu mandato, afastou-se da política activa.
em Janeiro de 1919, José Relvas foi de novo chamado a funções governativas, depois da queda do governo sidonista (Sidónio Pais tinha sido morto em Dezembro do ano anterior). Desta vez, o Presidente encarregou-o de formar Governo.
- O ano de 1919 foi devastador para Relvas no plano pessoal, com o suicídio de seu filho, Carlos. A partir de então, aplicou a sua energia no desenvolvimento das empresas (produção, transporte e comercialização de produtos agrícolas, designadamente vinhos) e na organização de uma vasta colecção de objectos de arte.


Bibliografia:
Serra, João (2006); José Relvas e a República (Notas para uma biografia política); Consultado online [www.cidadeimaginaria.org/bib/BiogpolitRelvas.doc};
http://www.primeirarepublica.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=211:relvas-jose-mascarenhas-1858-1929&Itemid=14
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_de_Mascarenhas_Relvas



Trabalho realizado por: Ricardo Zêzere 6ºD
Afonso (Augusto da) COSTA
Seia, 06-03-1871; Paris, 11-05-1937

Às vezes, há figuras que ficam na História, mas que por não ocuparem o primeiro plano, acabam por não ser suficientemente divulgadas. É o caso de Afonso Costa e do seu papel na 1ª República. Assim, pareceu-me interessante dá-lo a conhecer melhor.
Afonso Costa licenciou-se (1894) e doutorou-se (1895) em Direito na Universidade de Coimbra. Acabou por ser um advogado muito prestigiado e um dos juristas mais respeitados do seu tempo. Foi professor na Universidade de Coimbra, na Escola Politécnica de Lisboa, na Faculdade de Estudos Sociais e de Direito de Lisboa e no Instituto Superior de Comércio (1915).
Orador de fibra e homem de convicções, desde cedo se impôs na vida política. Tinha uma paixão desmesurada pelo republicanismo, influenciado pelos ideais maçónicos e anti-clericais. Publicou (1890), com António José de Almeida, o jornal anti-monárquico Ultimatum e esteve implicado nas revoltas de 31 de Janeiro de 1891 e de 28 de Janeiro de 1908, tendo então sido preso. Ainda durante a monarquia, foi deputado pelo Partido Republicano. Era conhecido pela violência dos seus discursos contra o regime monárquico e, por isso, teve um papel importante na agitação política que precedeu a sua queda.
Proclamada a República (5 de Outubro de 1910), foi parlamentar e assumiu funções governativas como Ministro da Justiça (1910-11), Ministro das Finanças (1913-14 e 1915-17) e Presidente do Ministério (1913-14, 1915-16 e 1917). Deu um grande contributo para a Constituição Republicana (1911) e é responsável por iniciativas políticas que levaram à elaboração de leis muito importantes. Deve-se-lhe também a elaboração do primeiro Orçamento de Estado.
Foi o principal instigador da revolta contra a ditadura de Pimenta de Castro (1915) e esteve preso durante três meses, acabando por se exilar em Paris (1918). Retomada a normalidade democrática no país, foi sucessivas vezes instado a constituir ministério ou a aceitar a pasta das finanças mas recusou sempre. No seguimento da revolução de 1926 (28 de Maio) que, depois de um período de ditadura militar, lançou as bases do Estado Novo, foi exonerado de todos os cargos oficiais que ocupava.


Inês 6º D

1ºGuerra Mundial

1ªGuerra Mundial
A Primeira Guerra Mundial, ocorreu entre 28 de Julho de 1914 e 11 de Novembro de 1918. Nela participou a Inglaterra, França, Rússia, Itália, Alemanha, Portugal, Espanha, Bélgica e algumas colónias de África. Um lado era liderado pela Inglaterra e outro pela Alemanha.
Só participando na guerra, Portugal poderia negociar e garantir a posse dos seus territórios. Em causa estavam muitos problemas e, entre eles, a luta pelo domínio de territórios africanos.
No dia 26 de Abril de 1915, a Itália formou um pacto secreto contra a Alemanha, chamado Pacto de Londres, em que a Itália concordava entrar na Guerra durante um mês, em troca da partilha de territórios conquistados.
Em 1916, a Inglaterra pediu a Portugal que aprisionasse os barcos alemães que naquela altura procuravam refugio nos portos portugueses. Portugal aceitou esse pedido e a Alemanha declarou guerra a Portugal.
A guerra acabou em 1918 com a derrota da Alemanha.
Na discussão das condições de paz, Portugal foi representado por Afonso Costa, que defendeu a posse dos nossos territórios em África.





Bibliografia:
http://www.suapesquisa.com/primeiraguerra/causas_primeira_guerra.htm
Livro de História e Geografia de Portugal 6ºano Lisboa Editora

Ana Sofia Almeida 6ºC



Manuel de Arriaga

Manuel de Arriaga


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira, mais conhecido por Manuel de Arriaga, nasceu na cidade da Horta em 8 de Julho de 1840. Era filho de Sebastião de Arriaga Brum da Silveira, descendente de flamengos que imigraram para a ilha do faial no séc.XVII.
Quando estudava na Universidade de Coimbra, para se formar em Direito, aderiu ao ideal republicano. Essa decisão fez com que o pai deixasse de lhe pagar os estudos e o deserda-se. Teve então de trabalhar, dando lições de inglês para poder continuar o curso. Formou-se em 1965 e no ano seguinte abriu um escritório de advocacia em Lisboa.
Ao longo dos anos, fez parte de um grupo que estudou o plano de reforma da instrução secundária (1876), foi membro do Directório do Partido Republicano (1891) e deputado da minoria republicana (1882). Após a implantação da República Portuguesa, a 17 de Outubro de 1910, foi nomeado reitor da Universidade de Coimbra.
Em Agosto de 1911, já com 71 anos, foi eleito primeiro Presidente da República Portuguesa. A 26 de Maio de 1915, após uma revolta que deu origem a uma autêntica guerra civil, Manuel de Arriaga resignou ao cargo.
Casou, com mais de trinta anos, com Lucrécia de Brito Barredo Furtado de Meio Arriaga. Viveu em Coimbra. Teve seis filhos, dois rapazes e quatro raparigas.
Morreu em Lisboa, a 5 de Março de 1917, dois anos depois de ter abandonado a Presidência da República.
A 16 de Setembro de 2004, os seus restos mortais foram trasladados para o Panteão Nacional. Na cerimónia oficial estiveram presentes o Presidente da República Jorge Sampaio e o Presidente da Assembleia da República Mota Amaral, entre outras figuras importantes da política portuguesa.

Bruno Figueiredo 6ºD

Alfredo Costa


Alfredo Costa


Conhecido militante Republicano, liga-se ao regicídio por ter sido um dos homens que tomou parte activa neste acto, quando a família real regressava a Lisboa, vinda de Vila Viçosa, no dia 1 de Fevereiro de 1908. Foi Alfredo Costa que, agarrado à carruagem real disparou sobre o rei D. Carlos e feriu o infante D. Manuel. Manuel Buíça, um dos regicidas, e Alfredo Costa foram depois mortos pela polícia. Costa recebeu um tiro no peito, outro no braço e vários golpes de cutelo na cabeça.
Depois deste acto e ainda durante algum tempo estes homens foram festejados como "Mártires de Liberdade" pelos republicanos que depois passaram a referir-se ao assassinato como um infeliz acidente. Segundo Alfredo Costa, este era o primeiro acto de um movimento revolucionário. A intenção era executar João Franco e se possível o rei.
Alfredo Costa fazia parte de uma loja maçónica republicana, como um dos seus membros mais ilustres, e era um dos mais activos organizadores de grupos de civis armados. Estava em contacto com os chefes republicanos e já tinha participado na conspiração de 28 de Maio.
Profissionalmente desempenhava funções de caixeiro em Lisboa e foi director do jornal O Caixeiro. Na altura do atentado tornara-se editor de literatura revolucionária.

Tiago Pereira – 6º D

O HINO NACIONAL

O HINO NACIONAL
(Letra de Henrique Lopes de Mendonça, música de Alfredo Keil)






A Portuguesa (Hino Nacional)
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz,
Dos teus egrégios avós
Que há-de guiar-te à vitória!
(Refrão)
Ás armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!





A MOEDA – A Moeda oficial portuguesa deixou de ser os “Réis” e passou a ser o “Escudo” .


Trabalho realizado por:
- Catarina Fiúza Lima, nº 6, 6ºG
- Joana Beatriz Rodrigues, nº12, 6ºG