Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Exposição: 1910 - O Ano da República


Apraz-nos divulgar a exposição "1910 - O Ano da República" que será inaugurada a 26 de Maio, pelas 18:30, na Biblioteca Nacional de Portugal. A Exposição estará patente ao público até dia 23 de Outubro
A entrada é livre.

Biblioteca Nacional de Portugal

Serviço de Actividades Culturais

Campo Grande, 83

1749-081 Lisboa

Portugal


Tel. 21 798 20 00
Fax 21 798 21 40
bn@bnportugal.pt

quarta-feira, 19 de maio de 2010

O Cometa Halley e a 1ª República

Em 1910, deu-se a passagem do cometa Halley* pelo planeta Terra e que foi visível também em Portugal. O misticismo existente na altura acabou por ligar , em Portugal, esta passagem do cometa à revolução do 5 de Outubro e implantação da República. No entanto, o azar temido pelas populações não foi uma catástrofe mas uma mudança de regime político.
*Os cometas eram vistos como símbolos de azar.


"Halley - O cometa republicano" é o título do livro da autoria de Joaquim Fernandes, lançado muito recentemente, que vem clarificar e desmontar as coincidências de acontecimentos ocorridos e que nada tiveram a ver com a passagem do cometa que acabou por ficar ligado à 1ª República.

Da contra-capa do livro:

«Celebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História. São expostos os nexos e fortuitas relações - acasos e coincidências inscritos na história da Astronomia - entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade. Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como "o cometa da República". Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia. As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de "fim do mundo" !»

terça-feira, 11 de maio de 2010

Chapéus Republicanos ou Chapéus há muitos!


Temos aqui mais um exemplo da utilização do nome da República e/ou de nomes de políticos republicanos na publicidade. Desta feita, trata-se de chapéus, acessório indispensável na toilette dos homens nesta época.
Quem é que não quereria estar na moda e usar um chapéu Dr. Afonso Costa? Era a publicidade da Chapelaria A Social, publicada no Jornal A Luta, em 1907.

Fonte: 1907- No advento da República

Relógios Republicanos


Os comerciantes do início do século XX souberam também aproveitar as possibilidades de negócio e a publicidade de então reflecte essa oportunidade e a tentativa de chegar aos clientes simpatizantes da República.

Fonte: 1907 - No Advento da República

domingo, 9 de maio de 2010

Alfarrobeira e amendoeira na EB 2,3 D.Pedro IV


Para lembrar o culto da árvore, presente no ideário da República, plantaram-se na EB 2,3 D.Pedro IV duas árvores, uma alfarrobeira e uma amendoeira, no dia 29 de Abril, dia das comemorações do seu patrono.Interrogado sobre o porquê da escolha destas duas espécies, o vice-director do Agrupamento, professor Manuel Gouveia, explicou que ainda não possuíamos estas espécies nos espaços verdes da escola.
A cerimónia, muito simples, contou com a colaboração dos alunos do Clube de Música que cantaram o Hino Nacional e um pequeno discurso introdutório lido pelo aluno Gonçalo do 6L e extraído de um post deste mesmo blog sobre o tema.
Vamos agora seguir atentamente a evolução das nossas protegidas...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A Implantação da República- 1910

Através da British Pathe, via you tube, chegámos a este vídeo sobre a Implantação da República, em 1910. O documentário intitulado " The Revolution in Portugal" - A Revolução em Portugal - não tem som e a qualidade também não é muito boa, mas são visíveis as barricadas na Rotunda e Avenida da Liberdade, bem como os efeitos dos bombardeamentos e o povo no Rossio.



terça-feira, 4 de maio de 2010

Os selos nos primeiros anos da República

«Os selos foram uma das armas utilizadas pelos republicanos para fazer chegar à população os seus ideais e tornar mais conhecidos os seus dirigentes. Estes selos eram muitas vezes apostos na correspondência lado a lado com os selos emitidos pelos correios, recebendo também o carimbo da respectiva circulação.»

Até 1912, os selos existentes continuaram a ser utilizados sendo-lhes realizada uma pequena modificação através de um carimbo a dizer REPÚBLICA.

A primeira série de selos republicanos foi lançada em 1912, recebendo o título de CERES, por neles figurar a deusa grega Ceres, deusa das plantas e do amor maternal. Os selos registavam também a inscrição "REPÚBLICA PORTUGUESA", no topo e "CORREIO" em baixo da figura.


Fonte: Fundação Mário Soares, Wikipédia e Leilões de selos na net

segunda-feira, 3 de maio de 2010

José de Almada Negreiros

José Sobral de Almeida Negreiros (1893-1970), artista multidisciplinar, pintor, escritor, poeta, ensaísta, dramaturgo, foi uma figura que destacou durante o período da 1ª República. Vejamos alguns exemplos da sua pintura:

Auto-retrato


Auto-retrato de um grupo


Retrato de Fernando Pessoa



Gare Marítima de Alcântara



Amadeo de Souza-Cardoso

Foto do pintor
Biblioteca de Arte, Fundação Calouste Gulbenkian



Amadeo de Souza-Cardoso (1887-1918) pode considerar um dos melhores pintores portugueses de sempre. Vamos ver alguns exemplos:

Cabeça, 1913, óleo sobre tela, 61x50 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian

Cozinha da Casa de Manhouce, 1913, óleo sobre madeira, 29,2x49,6 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian


Menina dos Cravos, 1913, óleo sobre madeira, 40x26 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian



Sem título, 1917, óleo sobre tela, 86x66 cm
Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian





Toponímia da República

A Toponímia é a divisão da onomástica que estuda os nomes próprios de lugares, a sua origem e evolução; é uma parte da linguística, com fortes ligações com a história e geografia. Assim sendo não é de admirar que, logo após a Implantação da República, algumas ruas da cidade de Lisboa tenham mudado de nome e adquirido nomes mais consentâneos com os heróis e ideários republicanos.

fonte: Fundação Mário Soares



A vida cultural durante a República

" Os quinze anos que correspondem à I República (5 de Outubro de 1910 a 28 de Maio de 1926) constituem um período cultural com uma identidade própria, na medida em que se regista a existência de uma política cultural dominante, o aparecimento de novas formas de organização da cultura e de modos específicos de a consumir, mas que não aparece com uma identidade própria do ponto de vista da produção cultural, nomeadamente no domínio da criação literária e artística. (...)"
Eduarda Dionísio, A Vida Cultural Durante a República,
in: História Comtemporânea de Portugal (direcção João Medina), Primeira República II, p. 9, Amigos do Livro, 1985

Cronologia breve da revolução em Lisboa



2 de Outubro:

Os Republicanos marcam a revolução para a 1 hora do dia 4.


3 de Outubro:

Assassinato de Miguel Bombarda.

20h00 Última reunião dos conspiradores na Rua da Esperança.


4 de Outubro:

0h45-1h15 Revoltas no quartel de Infantaria 16 (Campolide) e quartel da Marinha (Alcântara).

5h00 Acampamento na Rotunda.

7hoo Cândido dos Reis é encontrado morto.

8h00-9h00 Os oficiais do exército abandonam a Rotunda.

10h00 Grupo de 50 manifestantezs é recebido a tiro nos Restautadores.

12h30-16h00 Paiva Couceiro ataca a Rotunda.

14h00 O S. Rafael e o Adamastor bombardeiam as Necessidades.

16h00 A Marinha bombardeia o Terreiro do Paço.

21h00 O D. Carlos cai nas mãos dos Republicanos.


5 de Outubro:

6h00-7h00 Duelos de artilharia na Avenida.

8h00-9h00 Insubordinação das tropas no Rossio. A Répública é proclamada na Cãmara Municipal.
Rui Ramos, A Estranha Morte da Monarquia Constitucional
in: História de Portugal (direcção de José Mattoso), vol. 6, p. 380, Círculo de Leitores, 1994

Arte em Portugal: 1910 - 1918




Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso, Barcos, c. 1913, óleo sobre tela, 30,2 x 40,6 cm

Centro de Arte Moderna / Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal


"Na segunda década do [...] século, a arte portuguesa entrou subitamente em consonância com os movimentos vanguardistas europeus. A Exposição Livre (1911), os salões dos humoristas (desde 1912), a presença dos Delaunay em Portugal (1915-1917), as revistas Orpheu (1915) e Portugal Futurista (1917), a vinda dos bailados de Diaghilev (1917) e a experiência dos bailados portugueses (1918) são alguns dos acontecimentos que marcaram a acção dos modernistas num ambiente cultural dominado pelo gosto naturalista. De toda essa época ficaria apenas uma lenda, se não fosse a existência da obra de Amadeo de Souza-Cardoso, apresentada em 1916 no Porto e em Lisboa. Almada Negreiros, Eduardo Viana e Santa-Rita foram os seus companheiros. Impressionismo, futurismo, cubismo, orfismo, abstraccionismo, "purismo", expressionismo e protodadaísmo constituem os diversos aspectos das obras realizadas.

Rui Mário Gonçalves, 1910-1918. Humorismo. Futurismo. A ânsia de originalidade,

in: História da Arte em Portugal, vol. 12, p. 49, Publicações Alfa, 1986


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Primeiro Governo Constitucional

O Primeiro Governo Constitucional de Primeira República durou de 3 de Setembro de 1911 a 12 de Novembro de 1911.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O HINO DAS ÁRVORES

in: Ilustração Portugueza, nº 473, 15 de Março de 1915
O HINO DAS ÁRVORES
Quem planta uma árvore enriquece
a terra, mãe piedosa e boa:
E a terra aos homens agradece,
a mãe aos filhos a bençoa.
A árvore, alçando o colo cheio
de seiva forte e de esplendor,
deixa cair do verde seio
a flor e o fruto, a sombra e o amor.
Crescei, crescei, na grande festa
da luz, do aroma e da bondade,
árvores-glória da floresta!
árvores-vida da cidade!
Crescei, crescei, sobre os caminhos,
árvores belas, maternais,
dando morada aos passarinhos,
dando alimento aos animais!
Outros verão os vossos pomos!
Se hoje sois fracas e crianças,
nós esperanças também somos:
plantamos outras esperanças!
Para o futuro trabalhamos:
pois, no porvir, nossos irmãos
hão-de cantar sob estes ramos,
e bendizer as nossas mãos!
Hino das Árvores, letra de Olavo Bilac, O Século Agrícola, nº 26, 25-01-1913, p. 1
in: João Medina (sob direcção), História Comtemporânea de Portugal, Primeira Répública I, p. 184, Amigos do Livro, Editores, Lisboa, 1985.

Proposta de Guerra Junqueiro para bandeira nacional


Bandeira proposta em Outubro de 1910 por Guerra Junqueiro.
"A bandeira nacional é a identidade duma raça, a alma dum povo, traduzida em cor. O branco simboliza inocência, cândura unânime, pureza virgem. No azul há céu e mar, imensidade, bondade infinita, alegria simples. O fundo da alma portuguesa, visto com os olhos, é azul e branco."
Guerra Junqueiro, Barca de Alva, 13 de Outubro de 1910
(Apud Raul Brandão, Memórias II, p. 88)
in: João Medina (direcção de), História Contemporânea de Portugal, Primeira República I, p. 75, Amigos do Livro, Editores, Lisboa, 1985

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Selos comemorativos da 1ª República

O grupo CTT comemorou o 5 de Outubro com uma emissão filatélica dedicada ao Ideário Republicano. A emissão destes selos foi lançada em 5 de Outubro de 2009, no Palácio de Belém, em sessão presidida pelo Presidente da República.

Vê, no vídeo abaixo, os selos comemorativos do Ideário da 1ª República.

Escola António José da Cunha, uma escola da 1ª República

A escola António José da Cunha foi construída em 1907, no auge da 1ª República, com fins políticos e educativos. Possui fachada neoclássica e foi pintada nas cores vermelha e azul. Foi inaugurada a 21 de Agosto de 1910, onde esteve presente Afonso Costa que, juntamente com Francisco Grandela, decidiram homenagear Augusto José da Cunha, atribuindo o seu nome a esta escola.

A Câmara Municipal de Azambuja procedeu ao restauro desta Escola cedendo o direito de propriedade a uma empresa privada e reservando uma sala a funcionar como Posto de Turismo.

domingo, 18 de abril de 2010

A Educação na República

A educação mereceu especial atenção dos primeiros governos republicanos que tentaram, a todo o custo, resolver o problema do analfabetismo em Portugal. Em 1910, as taxas de analfabetismo rondavam os 71% na totalidade, sendo 81,2% para as mulheres. Para combater rapidamente esta situação, criaram-se escolas móveis que funcionavam nas freguesias onde não existiam escolas fixas. Estas escolas eram frequentadas por crianças, mas também por adultos. O ensino primário foi a área a que a República prestou mais atenção. Assim, a reforma de 1911 criou dois ciclos: o ensino primário elementar, com a duração de três anos; o ensino primário complementar, com a duração de cinco anos, mas manteve apenas a obrigatoriedade para os primeiros três anos de ensino.
A República tornou o ensino laico, isto é, acabou com o ensino da religião na escola. Em substituição da disciplina de Religião e Moral , criou uma nova disciplina, denominada Educação Cívica, com a finalidade de formar cidadãos que defendessem as instituições Republicanas.
Nas escolas eram desenvolvidas actividades que visavam desenvolver nos alunos o amor à Pátria e aos grandes heróis portugueses e o respeito pela bandeira.
Fonte: "História de Portugal", Maria Cândida Proença


Manuel de Arriaga


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu no dia 8 de Julho de 1840, nos Açores. Era filho de Sebastião de Arriaga Brum da Silveira e Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga. Casou com Lucrécia de Brito Furtado de Melo, de quem teve seis filhos. Morreu em Lisboa, em 5 de Março de 1917, com 76 anos.
Manuel de Arriaga foi o primeiro Presidente da República de Portugal, eleito em Agosto de 1911. No seu discurso, Manuel de Arriaga afirma-se depositário da simpática missão de chamar o país à paz e harmonia, missão essa, que, depois se torna espinhosa, à medida que a rivalidade, começou a minar a família republicana.
Ao abandonar a presidência da República, Manuel de Arriaga dedicou-se à escrita, o seu último livro intitula-se “Na Primeira Presidência da República Portuguesa”, e pode considerar-se um rápido relatório, com qual procura justificar o seu rumo político.
Trabalho realizado por Pedro Meireles - 6º C