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Em 1910, deu-se a passagem do cometa Halley* pelo planeta Terra e que foi visível também em Portugal. O misticismo existente na altura acabou por ligar , em Portugal, esta passagem do cometa à revolução do 5 de Outubro e implantação da República. No entanto, o azar temido pelas populações não foi uma catástrofe mas uma mudança de regime político.
*Os cometas eram vistos como símbolos de azar.
"Halley - O cometa republicano" é o título do livro da autoria de Joaquim Fernandes, lançado muito recentemente, que vem clarificar e desmontar as coincidências de acontecimentos ocorridos e que nada tiveram a ver com a passagem do cometa que acabou por ficar ligado à 1ª República.
Da contra-capa do livro:
«Celebrando-se em 2010 o Centenário da instauração da República em Portugal, decorre também um século sobre o maior evento de medo colectivo vivido pela população portuguesa no decurso da sua História. São expostos os nexos e fortuitas relações - acasos e coincidências inscritos na história da Astronomia - entre ambos os acontecimentos ocorridos nesse mesmo ano: cerca de cinco meses depois da sua passagem próxima da Terra, em Maio, o cometa de Halley viria a ser lembrado como uma espécie de mensageiro, anunciador da primeira mudança de regime político em Portugal desde a fundação da nacionalidade. Por tal motivo, o mais popular cometa da História humana pode ser etiquetado pelo inconsciente colectivo nacional como "o cometa da República". Muitos dos temas que emergiram na sociedade portuguesa, a pretexto da aproximação do tão temido cometa, foram usados como arma ideológica pelos republicanos contra os suportes sociais, mentais e religiosos da Monarquia. As fragilidades mentais do Portugal profundo, inseguro e supersticioso, vieram ao de cima, em todo o seu esplendor trágico e cómico. Como nos grandes dramas clássicos ou da antecipação científica, a sociedade portuguesa viveu, de facto, o transe de uma noite de "fim do mundo" !»


Através da British Pathe, via you tube, chegámos a este vídeo sobre a Implantação da República, em 1910. O documentário intitulado " The Revolution in Portugal" - A Revolução em Portugal - não tem som e a qualidade também não é muito boa, mas são visíveis as barricadas na Rotunda e Avenida da Liberdade, bem como os efeitos dos bombardeamentos e o povo no Rossio.
«Os selos foram uma das armas utilizadas pelos republicanos para fazer chegar à população os seus ideais e tornar mais conhecidos os seus dirigentes. Estes selos eram muitas vezes apostos na correspondência lado a lado com os selos emitidos pelos correios, recebendo também o carimbo da respectiva circulação.»
Até 1912, os selos existentes continuaram a ser utilizados sendo-lhes realizada uma pequena modificação através de um carimbo a dizer REPÚBLICA.
A primeira série de selos republicanos foi lançada em 1912, recebendo o título de CERES, por neles figurar a deusa grega Ceres, deusa das plantas e do amor maternal. Os selos registavam também a inscrição "REPÚBLICA PORTUGUESA", no topo e "CORREIO" em baixo da figura.
Fonte: Fundação Mário Soares, Wikipédia e Leilões de selos na net
Foto do pintor
Cabeça, 1913, óleo sobre tela, 61x50 cm
Cozinha da Casa de Manhouce, 1913, óleo sobre madeira, 29,2x49,6 cmA Toponímia é a divisão da onomástica que estuda os nomes próprios de lugares, a sua origem e evolução; é uma parte da linguística, com fortes ligações com a história e geografia. Assim sendo não é de admirar que, logo após a Implantação da República, algumas ruas da cidade de Lisboa tenham mudado de nome e adquirido nomes mais consentâneos com os heróis e ideários republicanos.
fonte: Fundação Mário Soares
" Os quinze anos que correspondem à I República (5 de Outubro de 1910 a 28 de Maio de 1926) constituem um período cultural com uma identidade própria, na medida em que se regista a existência de uma política cultural dominante, o aparecimento de novas formas de organização da cultura e de modos específicos de a consumir, mas que não aparece com uma identidade própria do ponto de vista da produção cultural, nomeadamente no domínio da criação literária e artística. (...)"

Vê, no vídeo abaixo, os selos comemorativos do Ideário da 1ª República.
A escola António José da Cunha foi construída em 1907, no auge da 1ª República, com fins políticos e educativos. Possui fachada neoclássica e foi pintada nas cores vermelha e azul. Foi inaugurada a 21 de Agosto de 1910, onde esteve presente Afonso Costa que, juntamente com Francisco Grandela, decidiram homenagear Augusto José da Cunha, atribuindo o seu nome a esta escola. A Câmara Municipal de Azambuja procedeu ao restauro desta Escola cedendo o direito de propriedade a uma empresa privada e reservando uma sala a funcionar como Posto de Turismo.
A educação mereceu especial atenção dos primeiros governos republicanos que tentaram, a todo o custo, resolver o problema do analfabetismo em Portugal. Em 1910, as taxas de analfabetismo rondavam os 71% na totalidade, sendo 81,2% para as mulheres. Para combater rapidamente esta situação, criaram-se escolas móveis que funcionavam nas freguesias onde não existiam escolas fixas. Estas escolas eram frequentadas por crianças, mas também por adultos. O ensino primário foi a área a que a República prestou mais atenção. Assim, a reforma de 1911 criou dois ciclos: o ensino primário elementar, com a duração de três anos; o ensino primário complementar, com a duração de cinco anos, mas manteve apenas a obrigatoriedade para os primeiros três anos de ensino. 