Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A vida cultural durante a República

" Os quinze anos que correspondem à I República (5 de Outubro de 1910 a 28 de Maio de 1926) constituem um período cultural com uma identidade própria, na medida em que se regista a existência de uma política cultural dominante, o aparecimento de novas formas de organização da cultura e de modos específicos de a consumir, mas que não aparece com uma identidade própria do ponto de vista da produção cultural, nomeadamente no domínio da criação literária e artística. (...)"
Eduarda Dionísio, A Vida Cultural Durante a República,
in: História Comtemporânea de Portugal (direcção João Medina), Primeira República II, p. 9, Amigos do Livro, 1985

Cronologia breve da revolução em Lisboa



2 de Outubro:

Os Republicanos marcam a revolução para a 1 hora do dia 4.


3 de Outubro:

Assassinato de Miguel Bombarda.

20h00 Última reunião dos conspiradores na Rua da Esperança.


4 de Outubro:

0h45-1h15 Revoltas no quartel de Infantaria 16 (Campolide) e quartel da Marinha (Alcântara).

5h00 Acampamento na Rotunda.

7hoo Cândido dos Reis é encontrado morto.

8h00-9h00 Os oficiais do exército abandonam a Rotunda.

10h00 Grupo de 50 manifestantezs é recebido a tiro nos Restautadores.

12h30-16h00 Paiva Couceiro ataca a Rotunda.

14h00 O S. Rafael e o Adamastor bombardeiam as Necessidades.

16h00 A Marinha bombardeia o Terreiro do Paço.

21h00 O D. Carlos cai nas mãos dos Republicanos.


5 de Outubro:

6h00-7h00 Duelos de artilharia na Avenida.

8h00-9h00 Insubordinação das tropas no Rossio. A Répública é proclamada na Cãmara Municipal.
Rui Ramos, A Estranha Morte da Monarquia Constitucional
in: História de Portugal (direcção de José Mattoso), vol. 6, p. 380, Círculo de Leitores, 1994

Arte em Portugal: 1910 - 1918




Pintura de Amadeo de Souza-Cardoso, Barcos, c. 1913, óleo sobre tela, 30,2 x 40,6 cm

Centro de Arte Moderna / Fundação Gulbenkian, Lisboa, Portugal


"Na segunda década do [...] século, a arte portuguesa entrou subitamente em consonância com os movimentos vanguardistas europeus. A Exposição Livre (1911), os salões dos humoristas (desde 1912), a presença dos Delaunay em Portugal (1915-1917), as revistas Orpheu (1915) e Portugal Futurista (1917), a vinda dos bailados de Diaghilev (1917) e a experiência dos bailados portugueses (1918) são alguns dos acontecimentos que marcaram a acção dos modernistas num ambiente cultural dominado pelo gosto naturalista. De toda essa época ficaria apenas uma lenda, se não fosse a existência da obra de Amadeo de Souza-Cardoso, apresentada em 1916 no Porto e em Lisboa. Almada Negreiros, Eduardo Viana e Santa-Rita foram os seus companheiros. Impressionismo, futurismo, cubismo, orfismo, abstraccionismo, "purismo", expressionismo e protodadaísmo constituem os diversos aspectos das obras realizadas.

Rui Mário Gonçalves, 1910-1918. Humorismo. Futurismo. A ânsia de originalidade,

in: História da Arte em Portugal, vol. 12, p. 49, Publicações Alfa, 1986


sexta-feira, 30 de abril de 2010

Primeiro Governo Constitucional

O Primeiro Governo Constitucional de Primeira República durou de 3 de Setembro de 1911 a 12 de Novembro de 1911.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O HINO DAS ÁRVORES

in: Ilustração Portugueza, nº 473, 15 de Março de 1915
O HINO DAS ÁRVORES
Quem planta uma árvore enriquece
a terra, mãe piedosa e boa:
E a terra aos homens agradece,
a mãe aos filhos a bençoa.
A árvore, alçando o colo cheio
de seiva forte e de esplendor,
deixa cair do verde seio
a flor e o fruto, a sombra e o amor.
Crescei, crescei, na grande festa
da luz, do aroma e da bondade,
árvores-glória da floresta!
árvores-vida da cidade!
Crescei, crescei, sobre os caminhos,
árvores belas, maternais,
dando morada aos passarinhos,
dando alimento aos animais!
Outros verão os vossos pomos!
Se hoje sois fracas e crianças,
nós esperanças também somos:
plantamos outras esperanças!
Para o futuro trabalhamos:
pois, no porvir, nossos irmãos
hão-de cantar sob estes ramos,
e bendizer as nossas mãos!
Hino das Árvores, letra de Olavo Bilac, O Século Agrícola, nº 26, 25-01-1913, p. 1
in: João Medina (sob direcção), História Comtemporânea de Portugal, Primeira Répública I, p. 184, Amigos do Livro, Editores, Lisboa, 1985.

Proposta de Guerra Junqueiro para bandeira nacional


Bandeira proposta em Outubro de 1910 por Guerra Junqueiro.
"A bandeira nacional é a identidade duma raça, a alma dum povo, traduzida em cor. O branco simboliza inocência, cândura unânime, pureza virgem. No azul há céu e mar, imensidade, bondade infinita, alegria simples. O fundo da alma portuguesa, visto com os olhos, é azul e branco."
Guerra Junqueiro, Barca de Alva, 13 de Outubro de 1910
(Apud Raul Brandão, Memórias II, p. 88)
in: João Medina (direcção de), História Contemporânea de Portugal, Primeira República I, p. 75, Amigos do Livro, Editores, Lisboa, 1985

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Selos comemorativos da 1ª República

O grupo CTT comemorou o 5 de Outubro com uma emissão filatélica dedicada ao Ideário Republicano. A emissão destes selos foi lançada em 5 de Outubro de 2009, no Palácio de Belém, em sessão presidida pelo Presidente da República.

Vê, no vídeo abaixo, os selos comemorativos do Ideário da 1ª República.