Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

sexta-feira, 23 de abril de 2010

O HINO DAS ÁRVORES

in: Ilustração Portugueza, nº 473, 15 de Março de 1915
O HINO DAS ÁRVORES
Quem planta uma árvore enriquece
a terra, mãe piedosa e boa:
E a terra aos homens agradece,
a mãe aos filhos a bençoa.
A árvore, alçando o colo cheio
de seiva forte e de esplendor,
deixa cair do verde seio
a flor e o fruto, a sombra e o amor.
Crescei, crescei, na grande festa
da luz, do aroma e da bondade,
árvores-glória da floresta!
árvores-vida da cidade!
Crescei, crescei, sobre os caminhos,
árvores belas, maternais,
dando morada aos passarinhos,
dando alimento aos animais!
Outros verão os vossos pomos!
Se hoje sois fracas e crianças,
nós esperanças também somos:
plantamos outras esperanças!
Para o futuro trabalhamos:
pois, no porvir, nossos irmãos
hão-de cantar sob estes ramos,
e bendizer as nossas mãos!
Hino das Árvores, letra de Olavo Bilac, O Século Agrícola, nº 26, 25-01-1913, p. 1
in: João Medina (sob direcção), História Comtemporânea de Portugal, Primeira Répública I, p. 184, Amigos do Livro, Editores, Lisboa, 1985.

Proposta de Guerra Junqueiro para bandeira nacional


Bandeira proposta em Outubro de 1910 por Guerra Junqueiro.
"A bandeira nacional é a identidade duma raça, a alma dum povo, traduzida em cor. O branco simboliza inocência, cândura unânime, pureza virgem. No azul há céu e mar, imensidade, bondade infinita, alegria simples. O fundo da alma portuguesa, visto com os olhos, é azul e branco."
Guerra Junqueiro, Barca de Alva, 13 de Outubro de 1910
(Apud Raul Brandão, Memórias II, p. 88)
in: João Medina (direcção de), História Contemporânea de Portugal, Primeira República I, p. 75, Amigos do Livro, Editores, Lisboa, 1985

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Selos comemorativos da 1ª República

O grupo CTT comemorou o 5 de Outubro com uma emissão filatélica dedicada ao Ideário Republicano. A emissão destes selos foi lançada em 5 de Outubro de 2009, no Palácio de Belém, em sessão presidida pelo Presidente da República.

Vê, no vídeo abaixo, os selos comemorativos do Ideário da 1ª República.

Escola António José da Cunha, uma escola da 1ª República

A escola António José da Cunha foi construída em 1907, no auge da 1ª República, com fins políticos e educativos. Possui fachada neoclássica e foi pintada nas cores vermelha e azul. Foi inaugurada a 21 de Agosto de 1910, onde esteve presente Afonso Costa que, juntamente com Francisco Grandela, decidiram homenagear Augusto José da Cunha, atribuindo o seu nome a esta escola.

A Câmara Municipal de Azambuja procedeu ao restauro desta Escola cedendo o direito de propriedade a uma empresa privada e reservando uma sala a funcionar como Posto de Turismo.

domingo, 18 de abril de 2010

A Educação na República

A educação mereceu especial atenção dos primeiros governos republicanos que tentaram, a todo o custo, resolver o problema do analfabetismo em Portugal. Em 1910, as taxas de analfabetismo rondavam os 71% na totalidade, sendo 81,2% para as mulheres. Para combater rapidamente esta situação, criaram-se escolas móveis que funcionavam nas freguesias onde não existiam escolas fixas. Estas escolas eram frequentadas por crianças, mas também por adultos. O ensino primário foi a área a que a República prestou mais atenção. Assim, a reforma de 1911 criou dois ciclos: o ensino primário elementar, com a duração de três anos; o ensino primário complementar, com a duração de cinco anos, mas manteve apenas a obrigatoriedade para os primeiros três anos de ensino.
A República tornou o ensino laico, isto é, acabou com o ensino da religião na escola. Em substituição da disciplina de Religião e Moral , criou uma nova disciplina, denominada Educação Cívica, com a finalidade de formar cidadãos que defendessem as instituições Republicanas.
Nas escolas eram desenvolvidas actividades que visavam desenvolver nos alunos o amor à Pátria e aos grandes heróis portugueses e o respeito pela bandeira.
Fonte: "História de Portugal", Maria Cândida Proença


Manuel de Arriaga


Manuel José de Arriaga Brum da Silveira nasceu no dia 8 de Julho de 1840, nos Açores. Era filho de Sebastião de Arriaga Brum da Silveira e Maria Antónia Pardal Ramos Caldeira de Arriaga. Casou com Lucrécia de Brito Furtado de Melo, de quem teve seis filhos. Morreu em Lisboa, em 5 de Março de 1917, com 76 anos.
Manuel de Arriaga foi o primeiro Presidente da República de Portugal, eleito em Agosto de 1911. No seu discurso, Manuel de Arriaga afirma-se depositário da simpática missão de chamar o país à paz e harmonia, missão essa, que, depois se torna espinhosa, à medida que a rivalidade, começou a minar a família republicana.
Ao abandonar a presidência da República, Manuel de Arriaga dedicou-se à escrita, o seu último livro intitula-se “Na Primeira Presidência da República Portuguesa”, e pode considerar-se um rápido relatório, com qual procura justificar o seu rumo político.
Trabalho realizado por Pedro Meireles - 6º C

sábado, 17 de abril de 2010

Imagens da República, duelo



Quem não era homem para deixar passar em branco uma ofensa à sua honra, desafiava os seus oponentes para um duelo, apesar de ser proibido pelo Código Penal. Foi o que aconteceu em 1915.