Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

sábado, 17 de abril de 2010

Imagens da República, duelo



Quem não era homem para deixar passar em branco uma ofensa à sua honra, desafiava os seus oponentes para um duelo, apesar de ser proibido pelo Código Penal. Foi o que aconteceu em 1915.

ardinas,imagens da 1ª república





." As relações tempestuosas do regime republicano com a imprensa afectaram também o ganha-pão desta classe, constituída por rapazes pobres que nada se importavam com a política e apenas queriam vender os jornais que lhes pusessem nas mãos. Desde 1910 as apreensões, os assaltos e as suspensões obrigaram a fechar muitos jornais, o que deixou sem trabalho centenas de ardinas.
http://www.centenariodarepublica.org/centenario/2009/04/08/o-nosso-simbolo-o-policia-a-correr-atras-do-ardina/

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fotos antigas de Lisboa, Alfama 1901

Este era um dos bairros operários, um pátio típico onde as famílias se apinhavam e os vizinhos partilhavam cozinhas ou casas de banho.
A revolução industrial tinha provocado o êxodo rural.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Fotos da República


"Eusébio Leão, à varanda dos Paços do Concelho, depois de proclamada a República, aconselha moderação"
http://jmgs.fotosblogue.com/r598/Lisboa-de-1850-a-1974/48/

museu da presidência e Jogos...

Conheces o site do Museu da presidência?
Pois bem, está na altura de o explorares...

Eu acabei de o fazer e, de repente, estava nos jogos!!! este que aqui partilho, é uma espécie de jogo da forca mas, se perdermos, não somos enforcados mas devorados por um leão, cuja jaula se vai abrindo à medida que erramos as letras escolhidas...

Boa sorte e bom divertimento...

http://museu.presidencia.pt/jogos/entrada.htm

A 1ª República e o Culto da Árvore

Com a implantação da República, a sociedade portuguesa enriqueceu-se de novos valores e símbolos, entre os quais se destaca o culto da árvore.

Nesse sentido, iniciam-se a partir dessa altura diversas manifestações cívico-pedagógicas:
- festas da árvore;
- criação da Associação Protectora da Árvore;
- a propaganda sistemática a favor da árvore através de festas, conferências, plantações comemorativas;
- publicação de artigos de jornal e livros alusivos;
- a classificação e protecção de árvores notáveis;
- reorganização e modernização da Administração Florestal;
- a intensificação do regime florestal direcionado para a arborização das dunas do litoral e do interior montanhosso e serrano.
A primeira festa da árvore realizou-se em 1907, no Seixal, promovida pela Liga Nacional de Instrução, com a participação de professores, alunos e população do Seixal, bem como outros cidadãos de localidades próximas.
Nesse mesmo ano, em Dezembro, realizou-se outra festa da árvore, em Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal, mobilizando estudantes das principais escolas desta cidade.
Estas festas constavam sobretudo de plantação de árvores, convívio e discursos de propaganda a favor da árvore.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

O regicídio visto por D. Manuel

..."Na capital estava tudo num estado excitação extraordinária: bem se viu aqui no dia 28 de Janeiro em que houve uma tentativa de revolução a qual não venceu. Nessa tentativa estava implicada muita gente: foi depois dessa noite de 28, que o Ministro da Justiça Teixeira d'Abreu levou a Villa Viçosa o famoso decreto que foi publicado em 31 de Janeiro. Foi uma triste coincidência ter rubricado nesse dia de aniversário da revolta do Porto. Meu Pae não tinha nenhuma vontade de voltar para Lisboa. Bem lembro que se estava para voltar para Lisboa 15 dias antes e que meu Pae quis ficar em Villa Viçosa: Minha Mãe pelo contrário queria forçosamente vir. Recordo-me perfeitamente desta frase que me disse na vespera ou no próprio dia que regressei a Lisboa depois de eu ter estado dois dias em Villa Viçosa. "Só se eu quebrar uma perna é que não volto para Lisboa no dia 1 de Fevereiro. Melhor teria sido que não tivessem voltado porque não tinha eu perdido dois entes tão queridos e não me achava hoje Rei! Enfim, seja feita a Vossa vontade Meu Deus!..."

in http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc012.htm

O regicídio visto por João Franco

«(...) A minha carruagem era a quarta da fila, logo atrás do automóvel do infante D. Afonso. Surpreendido e inquieto pelo ruído de um tiro de revólver ou de Browning, que manifestamente vinha do lado da estátua equestre, quando a minha carruagem passava em frente à porta do Ministério da Guerra, e para logo sentindo apertar-se-me o coração, por àquele tiro, evidentemente um sinal, se ter imediatamente seguido um nutrido e rápido tiroteio para as bandas do Ministério das Obras Públicas, que as equipagens iam defrontando, - saltei do meu carro e corri para o lado de onde o tiroteio partira. Nessa ocasião ia passando também, a correr no mesmo sentido, o par do Reino António Costa, e ambos seguimos envolvidos na espessa onda de povo que fugia para as ruas do Ouro e do Arsenal. Quase ao dobrar a esquina para esta última rua, viu-me o director do Banco de Portugal, meu velho e dedicado amigo Gomes Neto, que, levantando os braços, exclamou: "Oh! João Franco, mataram o rei…" Ao que um polícia, ao nosso lado, acrescentou - "E mataram também o príncipe real!... Mas matámos já os que os mataram." E outro polícia ainda, com uma carabina na mão, e mostrando-ma, disse: - " Foi com esta que mataram o príncipe. Vou levá-la ao meu comandante." Perguntei para onde haviam seguido as carruagens, e ouvindo que para o Arsenal, lá me dirigi pela rua desse nome, a pé como viera até ali, sempre envolvido com populares que, apressados e inquietos, procuravam afastar-se, receando o mais que pudesse haver.»

In Franco Castello-Branco, João, Cartas D’El-Rei D. Carlos I a João Franco Castello-Branco seu último Presidente do Conselho, Lisboa, 1924

A queda da Monarquia e a Implantação da República

quarta-feira, 24 de março de 2010

terça-feira, 23 de março de 2010

O "Racha-Sindicalistas"


Afonso Costa, personagem relevante da 1ª República, assume o cargo de deputado no ano de 1900, com 19 anos de idade. Em 1906 é expulso de S. Bento por motivo de insultos à Coroa. Durante a 1ª República foi um dos políticos dominantes, ocupou a pasta da justiça e em 1913 foi primeiro- ministro. Enquanto governou, verificou-se uma grande agitação sindical, muitas greves e manifestações que foram reprimidas através da força. Chegaram mesmo a encerrar a "Casa Sindical" e a prender mais de quinze mil sindicalistas. Afonso Costa perde o apoio do operariado. A forma violenta que o seu governo utilizou para reprimir as manifestações sindicais levou a que Afonso Costa ficasse conhecido como o "racha-sindicalistas"
Fontes: Portugal Século XX, Círculo de Leitores
História de Portugal, Maria Cândida Proença

A Revolução na Imprensa Francesa

Fonte: Portugal Século XX, Círculo de Leitores

Teófilo Braga



Joaquim Teófilo Fernandes Braga nasceu em Ponta Delgada, a 24 de Fevereiro de 1843. Foi um político, escritor e ensaísta português. Estreou-se na literatura em 1859 com “Folhas Verdes”. Era licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra.
É um membro activo na política portuguesa desde 1878, ano em que concorre a deputado pelos republicanos federalistas. Exerce vários cargos de destaque nas estruturas do Partido Republicano Português. A 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Ribeiro e José Relvas.
A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado por Lisboa, e em Outubro do mesmo ano torna-se presidente do Governo Provisório.
Teófilo Braga foi eleito Presidente pelo Congresso, a 29 de Maio de 1915. Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumprirá o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo substituído por Bernardino Machado.

Joana Mateus - 6ºD

A Força de Rua


“Qual é coisa qual é ela que entra pela porta e sai pela janela?”

A 1ºa República é marcada por uma agitação permanente. A "pancadaria", as revoluções e os atentados fazem parte da rotina política nacional.
A situação de instabilidade vivida naquele tempo leva a que Afonso Costa(líder do Partido Republicano Português), em 1915, entre em pânico ao confundir com uma bomba o disparo dos dijuntores de um eléctrico, e se lance pela janela do mesmo onde viajava. Sofre um traumatismo craniano e fica associado a uma adivinha popular : “Qual é coisa qual é ela que entra pela porta e sai pela janela ?”

Guilherme Patrício - 6ºC

quinta-feira, 18 de março de 2010

segunda-feira, 15 de março de 2010

sábado, 13 de março de 2010