Este blogue foi criado pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas da Escola Básica 2,3 D. Pedro IV com o objectivo de assinalar o Primeiro Centenário da Implantação da República em Portugal. Atendendo à importância deste momento histórico, que originou uma viragem na História do nosso país, pretendemos, com a colaboração de todos os alunos, professores e Associação de Pais, contribuir, tal como consta no site oficial – CENTENÁRIO DA REPÚBLICA 1910-2010 – para “aprofundar os valores e o ideário republicanos, em especial no que diz respeito à participação social e política e à promoção do progresso social, económico e cultural de Portugal.”

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Fotos da República


"Eusébio Leão, à varanda dos Paços do Concelho, depois de proclamada a República, aconselha moderação"
http://jmgs.fotosblogue.com/r598/Lisboa-de-1850-a-1974/48/

museu da presidência e Jogos...

Conheces o site do Museu da presidência?
Pois bem, está na altura de o explorares...

Eu acabei de o fazer e, de repente, estava nos jogos!!! este que aqui partilho, é uma espécie de jogo da forca mas, se perdermos, não somos enforcados mas devorados por um leão, cuja jaula se vai abrindo à medida que erramos as letras escolhidas...

Boa sorte e bom divertimento...

http://museu.presidencia.pt/jogos/entrada.htm

A 1ª República e o Culto da Árvore

Com a implantação da República, a sociedade portuguesa enriqueceu-se de novos valores e símbolos, entre os quais se destaca o culto da árvore.

Nesse sentido, iniciam-se a partir dessa altura diversas manifestações cívico-pedagógicas:
- festas da árvore;
- criação da Associação Protectora da Árvore;
- a propaganda sistemática a favor da árvore através de festas, conferências, plantações comemorativas;
- publicação de artigos de jornal e livros alusivos;
- a classificação e protecção de árvores notáveis;
- reorganização e modernização da Administração Florestal;
- a intensificação do regime florestal direcionado para a arborização das dunas do litoral e do interior montanhosso e serrano.
A primeira festa da árvore realizou-se em 1907, no Seixal, promovida pela Liga Nacional de Instrução, com a participação de professores, alunos e população do Seixal, bem como outros cidadãos de localidades próximas.
Nesse mesmo ano, em Dezembro, realizou-se outra festa da árvore, em Lisboa, com o apoio da Câmara Municipal, mobilizando estudantes das principais escolas desta cidade.
Estas festas constavam sobretudo de plantação de árvores, convívio e discursos de propaganda a favor da árvore.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 6 de abril de 2010

O regicídio visto por D. Manuel

..."Na capital estava tudo num estado excitação extraordinária: bem se viu aqui no dia 28 de Janeiro em que houve uma tentativa de revolução a qual não venceu. Nessa tentativa estava implicada muita gente: foi depois dessa noite de 28, que o Ministro da Justiça Teixeira d'Abreu levou a Villa Viçosa o famoso decreto que foi publicado em 31 de Janeiro. Foi uma triste coincidência ter rubricado nesse dia de aniversário da revolta do Porto. Meu Pae não tinha nenhuma vontade de voltar para Lisboa. Bem lembro que se estava para voltar para Lisboa 15 dias antes e que meu Pae quis ficar em Villa Viçosa: Minha Mãe pelo contrário queria forçosamente vir. Recordo-me perfeitamente desta frase que me disse na vespera ou no próprio dia que regressei a Lisboa depois de eu ter estado dois dias em Villa Viçosa. "Só se eu quebrar uma perna é que não volto para Lisboa no dia 1 de Fevereiro. Melhor teria sido que não tivessem voltado porque não tinha eu perdido dois entes tão queridos e não me achava hoje Rei! Enfim, seja feita a Vossa vontade Meu Deus!..."

in http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc012.htm

O regicídio visto por João Franco

«(...) A minha carruagem era a quarta da fila, logo atrás do automóvel do infante D. Afonso. Surpreendido e inquieto pelo ruído de um tiro de revólver ou de Browning, que manifestamente vinha do lado da estátua equestre, quando a minha carruagem passava em frente à porta do Ministério da Guerra, e para logo sentindo apertar-se-me o coração, por àquele tiro, evidentemente um sinal, se ter imediatamente seguido um nutrido e rápido tiroteio para as bandas do Ministério das Obras Públicas, que as equipagens iam defrontando, - saltei do meu carro e corri para o lado de onde o tiroteio partira. Nessa ocasião ia passando também, a correr no mesmo sentido, o par do Reino António Costa, e ambos seguimos envolvidos na espessa onda de povo que fugia para as ruas do Ouro e do Arsenal. Quase ao dobrar a esquina para esta última rua, viu-me o director do Banco de Portugal, meu velho e dedicado amigo Gomes Neto, que, levantando os braços, exclamou: "Oh! João Franco, mataram o rei…" Ao que um polícia, ao nosso lado, acrescentou - "E mataram também o príncipe real!... Mas matámos já os que os mataram." E outro polícia ainda, com uma carabina na mão, e mostrando-ma, disse: - " Foi com esta que mataram o príncipe. Vou levá-la ao meu comandante." Perguntei para onde haviam seguido as carruagens, e ouvindo que para o Arsenal, lá me dirigi pela rua desse nome, a pé como viera até ali, sempre envolvido com populares que, apressados e inquietos, procuravam afastar-se, receando o mais que pudesse haver.»

In Franco Castello-Branco, João, Cartas D’El-Rei D. Carlos I a João Franco Castello-Branco seu último Presidente do Conselho, Lisboa, 1924

A queda da Monarquia e a Implantação da República